Quem conhece sabe: sempre escrevo ouvindo Eric Clapton. No entanto, ultimamente ando sentido uma necessidade quase física do Bob Dylan...
Não sei se é a tristeza na voz, a certeza nas notas ou a melancolia que ele me passa, talvez seja apenas a vontade de correr pra longe de tudo que me lembra Clapton’s e afins.
Mais Bob Dylan é pura poesia.
E o ciclo vicioso recomeça...
É um tal de blues acordes e batuques girando na cabeça.
É um tal de blues vozes e melodias teimando em preencher um peito satisfatoriamente vazio.
Escute bem, só direi essa vez: Eu não Amo Você!
Assim, com exclamação e maiúsculas em quase tudo. Aquele olhar atrevido de quem sempre quer algo mais, não me prende. Aquele sorriso malicioso que tenta disfarçar segundas intenções, não diz nada. É minha a vez de dar as cartas do jogo.
Não quero mais teu peito suado aparando minhas lagrimas de saudade de alguém que está logo abaixo de mim. O molhar de minhas lagrimas misturadas com o gosto do teu suor te confundem, e acabam sempre com teu umbigo em evidencia.
São sempre minutos extasiantes de prazeres intensos, que se prolongam de acordo com tua agenda sempre lotada de outras tantas lagrimas frenéticas por teu peito.
Não vejo mais as notas que saem da tua voz, como num sonho surreal, elas foram feitas pra tocar de acordo com o latejar de minhas veias. E as veias continuam pulsando...
As palavras de amor sempre chegam, nas mãos de outras que recebem como que por obrigação forçada de ter o amor de um cara como você.
Então meu bem, entenda, eu nem sei viver de menos, não sei falar demais, não sei esperar pela minha vez que nunca chega...
Definitivamente, eu não Sei Amar você.
Assim, com maiúsculas em quase tudo, e ponto final enfim.
1 Cabeças Pensantes:
para mim foi o seu melhor texto até agora...intenso e verdadeiro....parabens...estou até orgulhoso...rs....só queria saber quem é o cara...rs mas a curiosidade é gostosa
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